"Faço
votos de que cessem imediatamente as ações militares e que
renunciem, também em nome da comum herança cristã,
ulteriores confrontos e represálias violentas, que possam
degenerar num conflito de ainda mais vasto alcance; de que
sejam retomados, ao invés, o caminho da negociação e do
diálogo respeitoso e construtivo, evitando assim ulteriores,
dilacerantes sofrimentos àquelas caras populações”. Foi o
que pediu o papa Bento XVI, ontem, 10, após a Oração do
Angelus, ao falar sobre os trágicos acontecimentos que
acontecem na Geórgia.
O
pontífice pediu ainda à comunidade internacional e aos
países mais influentes para que apóiem e promovam
iniciativas “voltadas para alcançar uma solução pacífica
e
duradoura, em favor de uma convivência aberta e respeitosa”
A oração
do Angelus ocorreu em Bressanone, nordeste da Itália,
onde o papa passa uns dias de descanso.
Além do
apelo pela paz na Geórgia, o papa recordou os jovens que
participaram da Jornada Mundial da Juventude, em Sydney, Austrália. “Os rostos alegres de tantos jovens
de todas as partes do mundo, que sentiram a alegria de
encontrar-se e de descobrir juntos um mundo novo, sem ter
tido necessidade de recorrer a modos inconvenientes e
violentos, ao álcool e a substâncias entorpecentes”, disse
Bento XVI.
Ao mesmo
tempo, lembrou com pesar os jovens que são vítimas de
“falsas evasões”, que vivem experiências degradantes e
desembocam em tragédia. “Esse é um
típico produto da atual chamada ‘sociedade do bem-estar’
que, para preencher um vazio interior e a monotonia que o
acompanha, induz a tentar novas experiências, mais
emocionantes, mais extremas”, afirmou