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Histórico de Dom Angélico
Seus estudos de primeiro e segundo graus, foram realizados nas cidades de Saltinho e São Carlos(SP). Mas o "anjo" levou-o a voar mais longe: de Piracicaba para o Seminário de Ribeirão Preto, onde estudou Filosofia; de lá para Viamão, no Rio Grande do Sul, onde estudou Teologia. Foi ordenado sacerdote, em 12 de Julho de 1959, sendo nomeado cura da Catedral de Ribeirão Preto, optando depois pela periferia da Cidade, indo trabalhar junto aos pobres de Vila Carvalho. Jornalista por profissão, foi diretor do Jornal "Diário de Notícias"da mesma cidade, onde Pe. Angélico aliou o ministério sacerdotal ao jornalismo na defesa da democracia, da justiça e da liberdade de expressão. É até previsível o que lhe proporcionaria isso em tempos de ditadura militar: custou-lhe responder o primeiro processo criminal. No entanto, foi a voz dos que não tinham vez; ajudou muitas famílias, dando moradia e condições para viverem com um pouco mais de dignidade e serem respeitadas como gente. Num momento difícil da vida e dos Pais, que foi a ditadura militar, ele enfrentou a repressão com coragem e audácia. Sob os bons ventos do Concílio Vaticano II, Pe. Angélico destacou-se como coordenador de pastgoral da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Foi também diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano de Brodosqui, assistente eclesiástico do Movimento Familiar Cristão e das Equipes de Nossa Senhora e dos Cursílhos de Cristandade. Pelos seus méritos, amor à Igreja, aos pequenos e injustiçados, Pe. Angélico foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, para a Zona Leste da Cidade, eleito a 12 de dezembro de 1974, para a igreja Titular de També. Recebeu a ordenação episcopal em 25 de Janeiro do ano seguinte, por Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal de São Paulo. De Patric José Clark alimentou seu ministério episcopal com os seguintes versos: "Colocar o amor antes do poder, para depois juntar o amor com o poder, a fim de destruir o poder sem amor". Inicia-se um novo período da sua vida e minstério, tempo marcado pela inspiração de Dom Paulo, de esperança em esperança. Uma nova experiência de governo episcopal de Igreja para a metrópole, governo colegiado, conforme sugeria o Concílio Vaticano II. Foi designado responsável para acompanhar a Pastoral Operária no Estado de São Paulo. De 1975 a 1989 esteveve servindo a região Episcopal Belém e na de São Miguel Paulista. A partir daí, esteve na Região Brasilândia. Em 1975, recebeu o título honorífico de "Piracicabanus Praeclarus"; em 1991, de Cidadão Paulistano e, no mesmo ano de cidadão Ribeirão-Pretano". Sua fé e seu trabalho sempre proporcionaram uma grande lição de fé e de cidadania. Durante os anos em São Paulo, foi ainda apresentador de programa diário na Rádio Ribeirão Preto; membro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo; integrante da equipe de coordenadores do Regional Sul I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; diretor do Semanário "O São Paulo" da Arquidiocese e do folheto litúrgico "O Povo de Deus em São Paulo", apresentador de programas diários nas rádios "América" e "9 de Julho". Foi Presidente do Regional Sul I da CNBB e responsável pela Cáritas Diocesana. Participou como delegado da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano em Santo Domingo (República Dominicana) e do Sínodo da América, realizado em Roma. É ainda membro da Comissão Episcopal de Pastoral (CEP) da CNBB - Setor Vocações e Ministérios (Vocações e Ministérios (Vocações, Seminários, Diáconos Permanentes, Presbíteros, Bispos Eméritos e Colégio Pio Brasileiro). Talvez nenhum dos Bispos do Brasil conheça melhor os padres brasileiros, seus sonhos, suas dificuldades, seus valores, como ele, fator responsável por ter sido eleito, já pelo segundo mandato, responsável pelo Setor Vocações e Ministérios. |
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