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A Amazônia
constitui um grande patrimônio e de relevante importância à
vida humana com sua biodiversidade. Constitui-se também um
campo delineado por grandes desafios e fecundo à missão!
Desde o século
XVII a Igreja marca presença neste chão. Sempre se deparou
com grandes desafios e hoje estes desafios ultrapassam a
dimensão eclesial e colocam em questão a defesa da vida
humana.
Este chão de
missão está marcado pela devastação, por problemáticas
sociais e antropológicas, questões agrárias, pela perda dos
valores da cultura indígena, pelo crescimento desordenado
dos centros urbanos e pelos interesses internacionais.
Nesta missão
pela defesa da vida a Igreja durante longos anos marcou sua
presença através de missionários estrangeiros. Em muitos
centros de povoamento a Igreja, ainda em nossos dias, não
tem conseguido dar assistência religiosa devido a escassez
de padres e missionários naquela região. Na falta de
operários para a vinha do Senhor, as igrejas não-católicas
tem ganhado campo e vem crescendo significativamente a
presença destes irmãos em toda a Amazônia.
Outros desafios
que afloram neste campo de missão são: o distanciamento das
comunidades e também o difícil acesso às diversas
comunidades e povoados. A falta de recursos financeiros tem
dificultado a formação de leigos, o nascimento de novas
comunidades e a formação do clero. Pelo nosso batismo somos
chamados a uma ação concreta e URGENTE!
A Campanha da
Fraternidade em 2007, com o tema: Fraternidade e Amazônia e
com o lema: “Vida e Missão neste chão”, nos convida
ainda hoje a tomar consciência dos grandes desafios da
evangelização na Amazônia. Não podemos ficar indiferentes a
esta questão tão emergente.
O Documento de
Aparecida tem feito um grande apelo às nossas comunidades
para que o nosso discipulado nos leve à Missão: “Nosso
desejo é que esta V Conferência seja estímulo para que
muitos discípulos de nossas Igrejas vão e evangelizem na
‘outra margem’” (DA 379).
A nossa missão
acontece em vários aspectos e de diferentes maneiras. Uma
maneira de vivermos o espírito missionário é o trabalho
entre dioceses-irmãs. A diocese de Blumenau a alguns anos
tem como diocese irmã a Diocese de Humaitá.
A idéia das
dioceses irmãs nasce a partir de um compromisso evangélico:
“Ide e anunciai a todos os povos” e também da
necessidade de partilhar: “Não havia necessitados entre
eles”. Este intercâmbio entre as dioceses, revelam
sinais do Reino de Deus acontecendo entre nós, onde se pode
saciar a fome de pão e da Palavra.
A diocese de
Humaitá está localizada no Amazonas, com uma extensão
territorial de 109.000 km², possui 70.000 habitantes
católicos, 8 paróquias, 7 áreas missionárias e conta com a
colaboração de 11 padres, sendo 3 diocesanos e 8 religiosos.
A evangelização
na diocese de Humaitá constitui um grande desafio, no qual
todos nós somos responsáveis. Alguns gestos concretos de
nossa diocese em favor do povo de Humaitá devem ser
lembrados: a presença de um grupo de seminaristas e dois
padres de nossa diocese durante 30 dias para uma primeira
experiência missionária de nossa parte, no ano de 2005. O
envio de leigos, a formação bíblica oferecida em Humaitá
pela Paróquia Santo Estevão, a aquisição de um barco,
diversas doações oferecidas por leigos e comunidades.
Muito já se fez
dentro deste compromisso evangélico e missionário, porém
muito mais precisa ser feito por esta terra de missão! Sendo
assim, a nossa diocese convoca a todos a colaborar com o
nascimento de mais uma área missionária em Humaitá. A
diocese sente a necessidade de construir uma capela na Vila
Esperança, lugar onde nossos irmãos possam se reunir para
celebrar a fé e a caminhada.
VOCÊ e sua
comunidade são chamados a partilhar o pouco que tem:
“...devemos dar a partir de nossa pobreza e a partir da
alegria da nossa fé” (Puebla, 368). Assim, vamos motivar
uma campanha em favor desta missão, para que a nossa Igreja
possa ser presença fecunda e missionária: “Nossa
capacidade de compartilhar nossos dons espirituais, humanos
e materiais com outras Igrejas, confirmará a autenticidade
de nossa nova abertura missionária” (DA 379).
Desde já
queremos manifestar a nossa gratidão a todos os irmãos e
irmãs, a todas as comunidades que já partilharam com o
coração e abrem suas portas à missionariedade e a uma Igreja
sem fronteiras!
Pe. Walmir M. Gomes
Secretariado Diocesano de
Pastoral
Maiores informações podem ser
obtidas com o COMIDI (Conselho Missionário Diocesano – Pe.
Carlo Faggion) ou com o Secretariado Diocesano de Pastoral.
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